Um blog portfolio de Catherine Santos

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O universo das gueixas e o mundo do jornalismo.


Lá pelas tantas da noite,me bate aquela insônia miserável,depois de horas virando pra direita e pra esquerda sem achar a digna posição de dormir,resolvo ligar a TV. Estava passando o filme “Memórias de uma gueixa”. Como adoro o filme,assisti e um pensamento delirante insone da madrugada me assalta de repente.

O que me ocorreu foi o seguinte,comecei a lembrar a trajetória da personagem principal,a Chiyo,que mais tarde se torna Sayuri e refleti sobre o mundo das gueixas,e encontrei ali um poderoso simbolismo sobre o universo no mercado de trabalho do jornalismo. Quero que o leitor deste texto abstraia bastante para que possa entender que linha de raciocínio mirabolante essa que vos escreve concedeu.
No primeiro momento,temos a pequena Chiyo,vendida para um okiya,uma casa de gueixas e se tornando uma criada do lugar e tomando lições numa espécie de escola para garotas que querem ser gueixas. Aqui eu lembrei de toda a preparação dos alunos,das longas horas de estudo,dedicação,renuncia e a escolha pela profissão. Sim,a parte mais difícil da história.

E o que uma gueixa realmente faz. Ela é uma “artista de um mundo flutuante” como diz o filme. Canta,dança,serve saquê,exímia na arte da conversa e de se portar no circulo social. E com que delicadeza e simbolismo temos a transformação das gueixas! Uma tradição que é passada adiante,com as “irmãs mais velhas” ajudando e formando a jovem gueixa. Aqui eu vejo todo o meu universo de faculdade. As gueixas vendem os seus entretenimentos,suas habilidades,os jornalistas também! de certo modo,não tão parecido,mas,no fim se torna semelhante. A mesma delicadeza e cuidado que elas tem com seus leques,seus instrumentos musicais,os jornalistas tem com as suas palavras,sua arte da conversa,suas relações com o universo da informação.
E como as duas profissões são de contatos humanos,nada mais natural do que os conflitos e jogos de interesse e estratégias para alcançar seus objetivos. No filme,vemos a “irmã mais velha” de Sayuri (com a transformação de gueixa,ela ganha outro nome),tentar usar toda a sua influencia e sabedoria para protegê-la das garrhttp://www.blogger.com/img/blank.gifas de Hatsumomo, sua principal rival que quer acabar com sua carreira. Acho que cheguei na parte mais identificável do texto.
Não preciso nem dizer quantos conflitos no jornalismo acontecem por conta dos conflitos pessoais e relações de rivalidade profunda por conta de um mercado brutalmente competitivo. Sua amiga “Pumpkin” que é treinada por Hatsumomo,acaba inevitavelmente tendo que cortar relações com Sayuri. Não há lugar para duas gueixas mais populares no Japão não é?
E assim são os dois universos,de épocas totalmente diferentes e de contextos mais diversos ainda que acabam sendo tão parecidos um com o outro. E,sim,pensamentos delirantes de madrugada podem gerar textos até apresentáveis com alguma lógica!

Trailer do filme

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